Segunda, 23 Fevereiro 2015 00:00

A luta de cada um para elevar esse mundo

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Chassidut-Cabalá nos ensina o que está implícito na Torá. Tornar explícito depende de cada judeu, pois é na ação individual que elevamos, ou não (D’us não permita), a alma.

A alma, como entidade espiritual, tem partes, de cima a baixo, mais e menos refinadas.

Luz, somos feitos de luz antes de tudo. Somos emanações do infinito  Ein Sof que, em seguidos tzimtzumim (encolhimentos) fez-se possível se ocultar praticamente a Luz maior para que a luz menor (ndivíduo) pudesse vir à luz da realidade.

Realidade material. A Chassidut nos fala da necessidade de elevar o físico, Malchut, que é a última sefirá se se contar de cima a baixo.

Chochmá é a sefirá mais elevada depois de Keter (Coroa) e é sabedoria que concede infinitamente, cabendo a Chassadim (sefirá da misericórdia) receber o também infinito amor de D’us.

Luz. A Chassidut quer mencionar a luz. Fogo é elemento primordial da criação e é dele também o que acalenta e o que incendeia corações.

A Cabalá diz também que a palavra Shamaim (céus) contém as águas (Maiím), de modo que fica implícito que os elementos primordiais da natureza - fogo, ar, água e terra - foram utilizados para formar o que conhecemos - ou o que os sentidos nos transmitem através das percepções que fazemos por meio deles.

O corpo do homem e de outros seres da natureza foram feitos mesclados desses elementos primordiais. E continua sendo criado porque, ensina a Chassidut, D’us nunca cessa de criar.

Dar e receber não são moedas de troca ou algo que possa se excludente um para o outro. Cada sefirá é autônoma em si mesma, porém se conecta às outras através do ato de dar e receber. É luz que desce do Alto e preenche os mundos inferiores inclusive o mundo físico da ação (Assíya), onde está Malchut.

Envolver com luz de chochmá (sabedoria) é abrir campo para recebimento (Chassadim-misericórdia) toirnando possível elevar o mundo mais grosseiro ou distanciado da luz que desce do Alto.

A Chassidut nos ensina que se sairmos da zona de conforto para um lugar onde se exija esforço próprio, vontade e atitude, estaremos fazendo a diferença de alguma forma, elevando que seja uma pequena ou mesmo minúscula parte do mundo físico que pode ser elevado.

Certo é que, em atitudes assim, já não estamos fazendo o que for para si próprios, mas para D’us. Assim é o trabalho de quem vive para D’us, pois já não importa o que se faça quando o sentido não é a autossatisfação, mas algo que está superlativamente além de todo ato. Segundo a Chassidut essa é a verdadeira conexão entre a alma aqui embaixo e os mundos superiores onde a Luz de Hashem brilha de uma forma mais explícita. Lutar contra a má inclinação é papel ou trabalho de cada um. Assim podermos entender como está ordenado os mundos e nós próprios inseridos. É uma luta constante, mas que vale a pena, conta-nos a Chassidut.

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