A essência disso é o quanto de adversidade pode ocorrer sem que isto seja visto como tal. É possível isso?

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Por Pessach Chusyd


No princípio, não foi assim. Antes havia pensado que era um chassid que havia descoberto ser um chassid muito tarde, mas, ouvindo rabinos de meu apreço e confiança num Shabat Teruma, que descubro que eles estão certos: se Rabi Akiva descobriu "seu judaísmo" por assim dizer já em idade digamos que não tão "nova", por que um outro chassid "de meia idade", por assim dizer, não poderia descobrir que sua essência nas disposições e manifestações de caráter judaico - como é peculiar ao Chassid, homem pio numa tradução livre -  estava latente na sua neshamá, precisando apenas de ser desperta por meio natural, afinal, ser judeu me é tão natural como ser minha própria essência, e com a qual Hashem me moldou. É assim mais ou menos que sinto o chassid que descobri em mim, na mais profunda essência de minha neshamá, um sentimento profundo de descoberta real e valiosa -diga-se, inestimável - pois só sou um chassid que descobriu ser um chassid nessa hora ou na hora certa, quando Hashem esticou sua mão e me acordou espiritualmente para isso, para o significado real de ser um chassid. 

Mas disso eu não posso falar com tanta propriedade, porque descubro, de shabat a shabat, o valor de ser judeu antes de ser um chassid, mas como sou chusyd no nome, ou talvez um chassid disfarçado em vestes que trocam o "a"pelo "u" e, mais ainda, o "i" pelo "y", admito que há algo na essência de cada judeu que fica latente até ser despertada para as emanações espirituais em sua neshamá. Uma alma judia vale muito, mais que uma pedra preciosa, como dizem os chassidim (plural de chassid). É uma única fagulha que pode incendiar outros corações ("neshamot") que ainda não despertaram para a sua essência judaica. É um "vaso" que quer ser preenchido e revestido de santidade para que possa viver o mais plenamente possível o judaísmo que emana de chassidut e transborda de chassidim ou de cada judeu em particular. 

Aqui reside o cerne de tudo aquilo que começamos a falar neste texto: Hashem sabe a hora certa de cada um. Mas ser tocado profundamente na própria neshamá é como ter a oportunidade de ter intimamente com Hashem, quando a própria neshamá se preenche de luz  

A vida de um chassid vale por sua tentativa de fazer o possível para ser um judeu em sua plenitude. Talvez tenha sido essa a descoberta de ser um chassid "na hora certa". Mas sem chassidim não há chassid, então transfiro os méritos para os Rabinos Eddy Khafif e Yitzchak Broner, ambos dedicadíssimos à Slichut do Rebe Menachem Mendel Schneerson, o Rebe de Lubavitch, ou simplesmente O Rebe, o maior vulto da geração, o pilar central da preparação judaica para a era de Mashiach, quando chegará a Redenção e a Ressurreição dos Mortos.

Um chassid faz parte dessa preparação, precisa cumprir com sua missão de contribuir com sua parte de "espalhar as fontes para fora", um conceito que o próprio Rebe de Lubavitch insistia com seus chassidim. 

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Ronen Gridish

De uma criança que cresceu com baixa autoestima e que cuja vida seguia pelo que os outros ditavam, Ronen Gridish deu, digamos, a volta por cima. Ele iniciou um programa que batizou de “Chasidrama”, cujo um dos pilares é o psicodrama. Tal iniciativa foi criada por ele para ajudar crianças com dificuldades para expressar suas próprias emoções. Ronen sabe como essas crianças se sentem, porém também sabe como ajudá-las.

 

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